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Cerimônia de Abertura Open de Tênis BB 200 Anos 19 a 20/07/08 QUADRO DE HONRA DAMAS Campeã Eliene Mollinedo 14 a 29 ANOS Campeão Carlos Iunes 30 a 45 ANOS ACIMA DE 45 ANOS Campeão Alfredo Barral DUPLAS MISTAS – DAMAS & SENIORS Campeões Ana Lygia Karaoglan & Antonio Medrado
Entrevista com as damas finalistas finalistas clique aqui para ver mais fotos Crônica Open de Tênis 200 anos Banco do Brasil escrita pelo advogado e tenista René Ribeiro Durante toda a minha vida joguei futebol. A paixão durou até os meus 44 anos de idade. Uma noite saí de casa para jogar um baba. Rolou um estresse com um companheiro, então naquele dia decidi que não mais valia a pena praticar um esporte que ao invés de me dar alegria me trazia descarga desnecessária de adrenalina. Como já estava praticando paralelamente o tênis, resolvi de uma vez por todas abraçar o esporte que considero como sendo o mais nobre entre todos. Comecei a tomar algumas aulas, pois ainda não sabia exatamente como utilizar a empunhadura correta, ou mesmo sacar de modo variado e, principalmente, a forma como se maneja um backhand, o golpe mais elegante do jogo na minha opinião, e fui dessa forma percebendo uma sensível melhora no meu jogo. Apenas no ano passado debutei no meu primeiro torneio realizado no Clube dos Médicos, quando cheguei na semifinal, mas fui derrotado por uma gripe que não me deixou dormir na noite anterior. Padeci no terceiro game e perdi a partida por absoluta falta de condições de até mesmo para respirar em quadra. Então parti para o segundo torneio, a convite de Anselmo, meu cunhado, realizado na Bahia Tênis, academia no nosso amigo Xuxo. Para minha absoluta surpresa, sagrei-me vice-campeão da categoria. Joguei bem a partida final, contudo fui derrotado pelas dores nas pernas devido à falta de costume com a seqüência de jogos, além da superioridade do meu adversário naquela peleja. Fiquei muito feliz com o meu feito e guardo o troféu com muito carinho. Nesse final de semana participei do Open de Tênis BB 200 Anos, de novo a convite do meu cunhado, que está se tornando o meu padrinho e incentivador nessa seara. Confesso que fiquei impressionado com o nível da organização do torneio, especialmente com a pomposa abertura com o toque do Hino Nacional e tudo o mais. A simpatia de Álvaro e a maneira como Agda faz a interface com os atletas me causaram uma ótima impressão e a certeza de que participarei de outros torneios até quando minhas pernas agüentarem correr atrás da bolinha amarela. Foi bacana ver como existe uma comunidade que se dedica e ama o esporte. Presenciei “jovens de todas as idades” transitando num ambiente de respeito e cordialidade bem próprios da filosofia do tênis. Joguei na categoria entre trinta e quarenta e cinco anos, assisti bons jogos, alguns de excelente nível técnico, a exemplo da vitória de Álvaro logo no seu primeiro combate, bem como o de Alexandre e Marquinho, ambos na quadra 1. Jogar uma partida de campeonato é bastante diferente daquela que se joga sem compromisso algum, apenas por lazer. Tudo é estranho, desde o clima da chegada, a espera pela vez de jogar, enfim, é uma experiência que remete o tenista a uma outra dimensão. A metade da quadra adversária encurta e parece mais estreita, a rede fica mais alta, a bola é feita de chumbo, o reflexo torna-se mais lento, sem falar no peso das pernas e na fraqueza dos braços. E o mais interessante: a bola e a rede são os elementos que mais se atraem mutuamente em todo universo! Ganhei o primeiro jogo. Entretanto, no segundo, tomei um pneu clássico, indiscutível, arrasador. Como a partida demorava a acontecer, então, confesso, fiz uma certa pressão para a chamada, pois estava ficando meio estressado com a espera. Fiquei sabendo que o adversário estava jogando no Costa Verde, por isso a sua demora. Algo em mim dizia que eu estava certo. Era qualquer coisa como o anúncio de uma tempestade, de um tzunami. Chamada para a quadra um! Entrei na arena. Nada do sujeito. Mais três ou quatro minutos, ouço alguém falar que ele acabara de chegar. Já o tinha visto jogar antes, mas como não corro da raia, disse pra mim mesmo: - Vamos lá, faça o melhor que puder. A gente conhece o adversário logo no warm up. A bola dele era bastante pesada. Percebi imediatamente que estava encrencado. Quebrou de logo o meu pífio saque. Não consegui sacar com força e direção. Confesso que não acertei nem mesmo o tempo de arremesso da bola. O serviço dele foi estonteante. Devolvi algumas bolas, mas nenhum winner de devolução consegui encaixar. E olhe que esta é uma das minhas armas prediletas. Aliás, não consegui acomodar golpe algum, pois só fiz, quando pude, me defender daqueles torpedos. Lá pelo quarto game sorri internamente e decidi soltar o braço naquela de “seja como Deus quiser”, pois a minha sorte já estava lançada desde antes mesmo do jogo começar. Ao final do breve massacre, de cabeça erguida o parabenizei pela vitória com a certeza de que aquele esperado WO seria o passaporte para a minha permanência no torneio. Saí do clube com a exata sensação de como deve ser duro praticar um jogo de alto nível na primeira classe. Não sei dos resultados finais, mas garanto que todos saem vencedores desses eventos que mais confraternizam do que promovem derrotados e descontentes. Fiquei feliz por ter participado do episódio e espero voltar a encontrar em outras oportunidades as pessoas que nele estiveram. renerib@ig.com.br
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